sábado, 29 de agosto de 2009

arte contemporânea - muita técnica, muita cuca no lance, muito dinâmica



Achei no blog do Glauber: http://glaubito.blogspot.com/2009/08/coma-isso.html#comments

terça-feira, 18 de agosto de 2009

“Aprendi que é preciso dar a cara para bater”

Atualmente, há uma semana, trabalho no Departamento de Artes e Esporte da Secretaria da Educação de SINOP -MT. Lançada a idéia de nos apresentarmos nas escolas, logo o grupo se prontificou. Não com a mesma visão que eu: a minha é mostrar arte, a delas iniciar um diálogo de um modo menos formal. Tudo bem. Tô muito contente com essa oportunidade. Começamos.
Hoje contamos história: eu e a Fran, numa escola bem distante chamada Silvana. A Fran foi só na confiança, mas foi muuuuiiito legal. Ela tem um nível de escuta imenso, extraordinário! "coisa de músico", diz ela. E ela tem razão.... como ator tem dificuldade de desenvolver essa habilidade...
Correu tudo bem, fluiu, e não lembro de nada nesse momento para registrar como aprendizado.
Se me lembro, retomo.


Mas à tarde... ixii à tarde....
A apresentação era para pessoas da 5º à 8º série. Muuita gente, dividimos em torno de 200 para cada apresentação.
Usei a oportunidade para fazer o palhaço... e como sempre... saio com uma sensação de fracasso imenso... pois na primeira apresentação 100% do público era meu, na segunda, apenas 70%...


Outro dia, outra apresentação... eu afinei algumas coisas, inseri outra, extraí mais algumas. Funcionou!!! A sensação era maravilhosa!!!!

Hoje eu buscava uma fala da Tiche Vianna. Encontrei uma resportagem que a certa altura contava sobre a ida da artista à Itália para pesquisar comédia dell'arte:
"Em terras européias, trabalhou com um grupo de iranianos na confecção de máscaras e passou experimentá-las nas ruas. “Aprendi que é preciso dar a cara para bater”, diz ela, que saiu do Brasil com uma mochila nas costas e muita curiosidade e voltou como referência na construção de máscaras."


Na linha que escolhi trabalhar - palhaço, improviso e participação do público, o tapa na cara é mais forte... mas a recompensa... quando chega... é EXTREMAMENTE gratificante...


***interno: esta reflexão tem uma cópia ampliada sem imagem nos racunhos salvos. ao reler, retomá-la. Mais reflexões no caderno do "pequeno príncipe."***

quinta-feira, 9 de julho de 2009

EXTRA! EXTRA! CURSO PERMANENTE DE TEATRO E FLAMENCO!!!

O SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DA PREFEITURA DE SINOP OFERECE:
COM A PROFESSORA CAROLINE HOLANDA

CURSO PERMANENTE DE TEATRO
TERÇAS E QUINTAS-FEIRAS
19:30 ÀS 20:45
O CURSO DE TEATRO SERÁ GRATUITO.

E TAMBÉM:
CURSO PERMANENTE DE FLAMENCO PARA INICIANTES
TERÇAS E QUINTAS-FEIRAS
18:30 às 19:30
O CURSO DE FLAMENCO CUSTARÁ R$ 30,00 POR MÊS E SERÁ DESCONTADO EM FOLHA.

INÍCIO DAS AULAS EM 04 DE AGOSTO.

ATENÇÃO!!!! SERÃO OFERECIDAS APENAS 20 VAGAS PARA CADA CURSO - INSCREVA-SE JÁ!!!
LIGANDO PARA O SINDICATO - 35321098.

domingo, 5 de julho de 2009

Contação de História na creche

A pedido da Rosângela e um pouco da Maria Aparecida, fui na creche que não sei o nome apresentar a contação de história.
Contei a história do Lobo e da Bruxa, na minha versão. Foi muito legal. encontrei um parceiro brilhante pra fazer o lobo. As crianças riam muito. E minhas intervenções com os adultos foram bem suscedidas também. ["Se você ganhou alguém da platéia, vai nele... é um modo de ganhar os outros por contágio"]
Mas algo novo aconteceu hoje.
Foi a primeira vez que consegui com mais naturalidade para mim, fazer pausas. Pausas que dilatam o efeito da ação que se segue. Com a pausa certa (nem longa demais nem de menos), limpo a partitura, deixo a platéia em espera e com isso amplio o efeito da ação.
Pausas que dilatam...
achados da experiência de hoje...
Carol.
P.S: se conseguir fotos... posto-as.

terça-feira, 23 de junho de 2009

MÉTODOS DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Uma pergunta surge antes: quando se está fazendo contação de história e quando se está fazendo teatro. Na prática, penso que isso não faz diferença porque você deve fazer o que tem desejo. Assim, se você opta por utilizar a projeção de sombras durante toda a sua apresentação, é provável que esteja fazendo teatro de sombras e não mais narrando oralmente histórias. Se usa uma empanada com bonecos e faz deles seus personagens na apresentação, então trata-se de um TEATRO de bonecos.
A contação de história seria uma apresentação cujo eixo central é a narração oral. Alguns elementos podem dar surpote, mas o motor central é a narração.
Abaixo, eu procurei apresentar vídeos de contação de história, para que seja possível a vocês identificar algumas diferenças entre um e outro, algum elemento que te interessa agregar ao teu trabalho.

Tem quem conta enquanto conta, como é o caso de Bia Bedran:





Outros utilizam a narração juntamente com a apresentação de tapetes costurados com cuidado para isso. É o caso do grupo Tapetes Contadores de Histórias:




Outras, como a contadora, seu corpo como o principal, fundamental e quade total suporte da apresentação de sua contação: eis a contadora Tatiana Henrique. Ela conta com a participação de um músico. Vamos observar sua convicção, seu olhar, a aproximação ou não com o público...






Nesse outro trecho de vídeo, Tatiana, conta sentada (uma movimentação corporal mais limitada)... observar... funciona? por quê:




Outra contadora (não descobri o nome das artistas) também faz parceria com a intervenção sonora.



Já a Cia. Girolê, no trecho que pude ver, utiliza bonecos, música em sua contação:



Agora vídeos que provavelmente são contações feitas por professoras, alunas de um curso de contação. Uma outra técnica de contação - painel com figuras:



Do mesmo curso, um outro grupo apresenta seu trabalho com uma narração e teatrao de bonecos:



E o grupo Ópera na Mala:



Sabemos que são muitos os recursos de contação.
Se você conhecer mais vídeos que mostre metodologias de contação de história, escreva e indique para que eu possa acrescentar nesta postagem.
Boa reflexão!
Carol.





sexta-feira, 12 de junho de 2009

sobre se encher para se esvaziar... (improvisação)

IMPROVISADOR - PRIMEIRAS NOÇÕES

Por Tereza Gontijo – atriz e improvisadora da LPI-BH


Improvisador - primeiras noções I:
Pode parecer estranho quando, se me perguntarem o que faço, eu disser: sou improvisadora. A princípio, eu mesma me pergunto por que essa distinção, entre ser ator e ser improvisador. Talvez seja mesmo uma linha muito tênue que separa essas duas noções, mas só sendo parte desses dois mundos para entendê-la.Ser improvisador é como ser palhaço. É mudar o olhar sobre a vida, e sobre como lidar com tudo isso que vai à nossa volta. É ser dentro e fora de cena.O improvisador precisa estar atento ao que acontece no caminho da padaria, na fila do ônibus, nas linhas do jornal. Precisa se alimentar de vida, desde os pequenos detalhes aos fatos que correm o mundo, precisa juntar todas as bagatelas e badulaques que encontrar para que, em algum momento, possa se utilizar delas. É como um catador de lixo, que não sabe exatamente o que são todos aqueles trecos que leva, mas que, de alguma forma, lhe serão úteis. O improvisador, que diante dos olhos espectador parece estar vazio em cena e desprovido de recursos, precisa estar, antes de mais nada, abarrotado por dentro. De coisas que precisam se manifestar, se dizer, de percepções, pontos de vista, pequenos sonhos, coisas engraçadas, tristezas, pensamentos, acontecimentos, reações, olhares, cheiros, narrativas, histórias, fantasias, botões, fivelas, fitas de cetim.Precisa estar sempre curioso com o mundo, pra que cheio de mundo, este lhe escape. Para que naquele momento em que ele pensa não ter nada, possa revirar esse baú e encontrar uma pérola que lhe caia como uma luva, ou uma luva que lhe caia como uma pérola. Um improvisador vazio por dentro não consegue transformar nada por fora. E não deve nunca interromper essa busca por cacarecos para que não lhe esgotem as luvas ou pérolas. Ser improvisador é estar em constante movimento.
Improvisador - primeiras noções II:
O improvisador aprende cedo a lidar com o efêmero, como principal parceiro e aliado de seu trabalho, com todas as qualidades e os pesares que as coisas efêmeras trazem em si. Ele aprende, nas primeiras lições, a ser desprendido e que ser desprendido (em muitos aspectos diferentes) exige um trabalho duro.O primeiro passo e primeira dificuldade que o improvisador enfrenta é abrir mão da sua vaidade de artista. A vaidade em nada lhe será útil, já que, para improvisar é preciso necessariamente estar em cena desprendido, desarmado, para que tudo e qualquer coisa possa se manifestar. E aí, meu amigo, não há vaidade que fique de pé quando os rebotes mais íntimos vierem à tona. Quando você se vir em cena revelando ao público suas maiores intimidades, seus deslizes, suas bobagens, suas fraquezas. O improvisador precisa estar preparado e disposto a fracassar diante de todos, indo até o fundo do poço na pior mancada que pudesse dar e ainda assim olhar para todos, erguer a cabeça e continuar. Sim, porque colocar o rabo entre as pernas e sair correndo não é permitido. De forma alguma coloco o improvisador como vítima. Não. Se ele escolhe improvisar, escolhe também estar de mãos dadas ao fracasso, ao público que o compartilha e também com as genialidades que possam lhe ocorrer. E é justamente nesse momento em que ele precisa ser desprendido. Pois esses minutos de histórias passam, marcam e não voltam atrás. Se ele erra não há como justificar o erro à platéia, como quem diz, “gente, eu sou melhor do que isso”. Da mesma forma, se consegue contar uma bela história, não tem como fixar as fórmulas que deram certo para depois repeti-las. O que passou, passou. E o que ficou, ficou. E que essas belas histórias e erros não serão repetidos, aliás, serão provavelmente esquecidos minutos depois e não garantem excelência ao improvisador, que um dia pode ser brilhante, e neste mesmo dia flopar . Sua segunda lição será: alcançar a sabedoria de esquecer bons e maus momentos para, a cada dia, correr os mesmos riscos e se reinventar.
Improvisador- primeiras noções III:
Cada história contada é como uma estrela cadente,
de rabo longo, mas vida curta.
Que risca o céu com brilho intenso,
para morrer segundos depois
(quem piscar perde).
Se transformar em lágrima,ou sorriso, como diria Gil.
Rebote= a partir de uma proposta lançada por um improvisador, rebote será o primeiro estímulo suscitado num segundo improvisador, como reação à proposta do primeiro. È a primeira idéia que surge livremente em resposta a, da qual o improvisador deve lançar mão para dar seqüência a cena. Um rebote pode se configurar como uma ação, uma palavra, um estado de ânimo, uma expressão, uma pausa, uma contra- proposta, uma lembrança, etc.
Flopar= Na linguagem improvisada significa uma mancada muito grande. Uma idéia, uma proposta, uma ação, que por ser tão ruim, põe tudo a perder. É , por assim dizer, uma grande “cagada”!

In: http://aimensaminoria.blogspot.com/2008_04_01_archive.html

DESENHO MEU...

Saída 1 - SINOP

Há muitos e muitas dias, fiz uma saída pelo centro de SINOP.
Fui com muito medo, mas fui.
Surgiram coisas muito legais. O pessoal que arrumava um tronco de árvore na vitrine - as mulheres pegavam peso e os homens olhavam - pude me comunicar sem fala. Os professores de informática que se vestem de branco que rendeu uma conversa/contato pois eu pensava que eram da área da saúde. MAs, lembro agora, como finalizar um contato de maneira interessante? Por vezes é demasiado murcho...
O impulso que não segui de ir distribuir folhetos junto com os moços que faziam isso como trabalho e assobiaram pra que eu os visse. quando decidi voltar, o time já tinha passado, não era mais o mesmo gosto.
Seguir os impulsos, deixar que eles aflorem.
Mas não registrei a saída no blog porque fui tomada - erro - pelo sentimento de fracasso, pois, já indo para casa, encontrei um grupo de moradores de rua. conversamos, tomei cachaça junto. Mas cometi o mesmo erro da primeira saída: abandonei o palhaço - uma relação artística - e lá estava só a Carol. Nem saberia como agir diferente.
Fiquei contente com o encontro e descontente com o fracasso do palhaço. E descontente porque eles se encontram naquelas condições...
Bom. Só para deixar marcado.
Carol

domingo, 17 de maio de 2009

A BRUXA E O LOBO - A PALHAÇA E A CONTADORA [A PERSEGUIÇÃO da linguagem do palhaço]

*[gosto dessa foto - acho que gosto do corpo fora do eixo, os braços em outra posição, um corpo pouco comum no cotidiano]


Nessa quarta 13 de maio eu, a professora substituta do maternal, levei minha indumentária palhacística e seu respectivo palhaço. ainda procuro uma roupa para o meu palhaço. Hoje experimentei outra.
A desculpa para estar e fazer a pesquisa é a contação de história.
Convidei os alunos da professora Luciana que pela manhã são os alunos do nível I, maiores que os meus em torno de um ano e, à tarde, são crianças do mini-maternal.
O espaço da mnhã foi a biblioteca.
Foi muuuiiito gostoso, porque o aluno que participou comigo tinha muita sintonia com o meu jogo. As crianças riram muito. Um bom jogo com alguém da platéia toca mais o público do que entre os atores, penso nesse momento. Bom lembrar das risadas gostosas. em troca disso que faço teatro. Sempre foi. Mesmo antes de descobrir a linguagem do palhaço. O riso... que intensidades se encontram detrás do riso.
Abaixo, imagens do jogo com o Pedro:

*[Passar por debaixo das minhas pernas! Sem combinar!!! Muito bom!!!]


*[Jogo na estante - exploração do espaço, jogo de pega-pega]

Mas percebo que ainda conto histórias. Não faço uma apresentação de palhaço.
E que ainda não triangulo nem 20 % do que deveria.
Sinto muita falta de uma direção ou de um(a) parceiro que possa ajudar a perceber os enganos e apontar as melhoras... mas tudo bem, vamos no pé que dá, no paso que dá.
A idéia continua sendo usar uma câmera para poder se auto-dirigir, porque é muito difícil pra mim me deixar vir impulsos, sentimentos, improvisação e estabelecer uma auto-consciência permanente.
A entrada: levei-os da sala até a biblioteca tocando o zabumba e cantando a música:
"Eu sou o Lobo mau, lobo mau, lobo mau! Eu pego as criancinhas pra fazer mingau!"
Esse é um momento em que funciona. Eles se divertem com as vozes e caras que faço.
E isso introduziu o assunto, pois ao perguntar sobre o que era a história, um deles já soltou: de lobo!


A conversa do começo, penso eu, foi a de maior aproximação da linguagem do palhaço: prontidão, improvisação.
Depois a história.
Aconteceu, muito pela tarde de as intervenções das crianças quase impossibilitarem a apresentação. Pensei, a aprtir dessa experiência: Por que não conversar com eles, como Chacovachi faz com seu público, sobre algumas necessidades do artista que ali está? Explicar sobre a inviabilidade de intervenções persistentes? Explicar sobre a participação, que não é possível que todos entrem, por isso, não ficarem gritando, depois de uma criança estar no palco: "Eu! Eu!"
Acontece muitas vezes e dessa vez aconteceu nas duas apresentações de um momento em que eu perco a atenção do público. Normalmente minha saída é aproximar o corpo e o olhar e encaminhar para o fim. Todavia, não quero mais isso. Quero encontrar um modo de trazê-los de novo pra mim, tão atentos quanto nos primeiros momentos. Mas como?
Talvez deixar-se tocar por aquilo que desperta mais o interesse deles do que eu. Se é um assunto, juntar-se à pessoa e entrar no assunto e puxar um boneco, ou tocar uma música... estar... de verdade, divertir-se. Experimentar... corajosamente, porque nunca fiz assim, com medo de perdê-los por completo.
Outra coisa sobre a relação palhaço contação é: se eu me comprometo com quem me "contrata" a contar histórias, eles ficam esperando a contação, por isso quando, um dia, o espetáculo for de palhaços, tem que deixar isso claro, para não ter que escutar a coordenadora dizer, depois daquilo que você considerou o melhor do espetáculo: "vamo lá, começar a história!". E quanto mais tansa, menos compreende...[irritação]

Com essa turma da tarde, fomos para o gramado. Como a turma era de crianças que tinham dois anos, a estratégia foi a mesma: vestir-se na frente deles. Mas conteceu que um grupo de crianças grandes que estava no horário de piscina e parque, de lá saíram para assistir à apresentação. O que deu outro tom à apresentação.
Acabei não tocando. Por puro descontrole e nervos mesmo. O velho problema de não conseguir manter calma na atuação. Atropelei um momento que, pensando agora, é uma boa ferramenta para trazê-los juntos comigo, para sintonizarmos na mesma frequencia, porque eu me divirto e eles gostam de ver o tambor e até de me ouvir cantar.
A troca de roupa tornou-se, para mim, a parte mais legal da apresentação. Para colocar a meia, eu não queria sentar, por conta da visibilidade. E como colocar a meia em pé? Pedi ajuda a uma criança. Legal. Bonito, mas agora elas viam minha calcinha - que foi motivo de jogo pela manhã e muito mais chamou atenção pela tarde - pedi ajuda a uma outra criança. Legal, bonito isso, mas eu não tenho alingamento para chegar até o pé que a menina segurava a kilômetros de mim. E tome mais esforço e mais risos.
Apenas uma criança pequena chorou nesse processo de ver a tranformação da professora à palhaça.



A apresentação da tarde não foi legal como a da manhã. Meu lobo, que era uma garota, parecia ter morrido em vida. Outro fator é que num espaço onde tudo pode disputar comigo, as professoras ficavam se comunicando com crianças do outro lado, mandando sair daqui e dali... bom o grande erro de minha parte é que eu não deveria ter ignorado e deveria ter ido até lá, onde elas jogavam o foco da atenção e jogado com o que estava lá...



Ah! E mais uma vez se confirma: quando menores, mais se deixam acessar por uma linguagem visual.
E: as crianças, com mais ênfase que os adultos nesse sentido, riem, sobretudo,dos enganos físicos: tropeços, bater a cabeça, ficar entalada, ficar vermelha de tanto fazer esforço para vetir a meia.
DA HISTÓRIA:

A BRUXA APAIXONADA E O LOBO FUJÃO.
de LILIAN ZIEGER
ilustrações de JÓTAH

Entrada: música do lobo-mau.
Alterei o começo:
A bruxa que era feia e traquina e fez uma porção que quando pega em alguém, a pessoa se apaixona pelo primeiro que vê. Ela se atrapalhou e a porção caiu nela. Ela se apaixonou pelo Lobo.

Alterei o final: quando a bruxa se transforma em alguém bonito, aí é que o lobo acha ela feia mesmo. E eles não ficam juntos, não do jeito que se espera, mas ficaram toda a vida assim, ela correndo atrás dele e ele fugindo dela... é uma forma de amor.



segunda-feira, 4 de maio de 2009

NADA NA MENTE - DEIXAR O CORPO AGIR COMO UM TODO

Estava eu com a testa engilhada, pensando sobre como encaminhar soluções sobre o que não me lembro nesse momento, quando minha irmã pergunta sobre o que "tanto" penso e me conta do filme o Último Samurai que lhe chamara atenção pela orientação dos samurais acerca do "nada na mente" ou "não pensar" como uma necessidade da luta. Veio bem a acalhar... me sinto medrosa para realizar as saídas nas ruas sozinha, sem um parceiro para jogar. Isso é reflexo do esquecimento da orientação dada ao palhaço:
não pensar, receber, não ser tão propositivo.
Sair na rua... caminhar, olhar, permitir-se ser olhada, reagir se assim sente vontade.
Apenas estar.
Sem passado.
Sem futuro.
Estar.
No presente.
Carol

Porque o palhaço (me veio isso na cabeça agora) se situa no jogo de ação-reação-reação-reação.
No sentido de que uma ação primeira (uma cor, um movimento, um objeto, uma forma,uma ação em si) provoça no palhaço, uma reação, que provoca uma resposta, uma reação no outro palhaço ou pessoa do público, que por sua vez, chega o palhaço... (optar por abandoar, sair, ficar, propor mais coisas, tranformar, repetir, ampliar) É um jogo de ação e reação. No curso da Fiorella ela nos apresentou essa idéia do "tempo de resposta" num exercício. Só se pode reagir se você escuta o que lhe foi proposto, de outro modo, são apenas respostas prontas e isso não contsitui o jogo do palhaço.


"Nada na mente": o corpo não pensa somente com o cérebro... deixar a inteligência corporal agir como um todo, num conjunto sensorial, emotivo, mental. Todas as partes, todas as células.